Com o retorno de Corepunk marcado para 25 de junho, muitos jogadores veteranos e novatos estão se preparando para mergulhar (ou retornar) nessa aventura. Recentemente completei minha jornada até o level 20 - o nível máximo atual - em apenas 7 dias, e quero compartilhar essa experiência com vocês. Este não é um guia técnico de otimização, mas sim um relato honesto sobre o que você encontrará ao longo dessa primeira fase do jogo, com todos os altos, baixos e surpresas pelo caminho.
A aventura começa de forma simples, mas logo revela suas particularidades. Entre coleta de recursos, combates iniciais e aqueles primeiros duelos em PvP (que admito, não foram meus melhores momentos), o jogo rapidamente te puxa para sua narrativa e mecânicas únicas.
Os Primeiros Passos e o Encontro com Big Mama
A experiência inicial em Corepunk é bastante tradicional para quem já jogou MMORPGs: muita coleta de recursos, combates contra criaturas básicas (prepare-se para matar MUITAS ratas) e aquela empolgação de testar as primeiras habilidades. Logo no level 2, já tive meu primeiro duelo PvP - e posso dizer que foi… educativo. A curva de aprendizado é real, mas a sensação de progressão também.
O verdadeiro diferencial começa quando você encontra Big Mama, seu primeiro personagem principal de quest. Ela te acompanha por todo o primeiro ato com sua cadeia de missões principais, e devo admitir que o jogo tem alguns diálogos bastante curiosos (e bugs também, vamos ser honestos). A primeira zona é extremamente bem estruturada, com quests compactas e uma progressão fluida que te leva naturalmente até o level 5.
A Máquina de Síntese e a Complexidade Crescente
Chegando ao level 9, você desbloqueará um dos sistemas mais importantes - e confusos - do jogo: a máquina de síntese. Sejamos francos, para jogadores novos, isso é um desafio considerável. O sistema é complicado e pode parecer confuso inicialmente, mas é fundamental para melhorar seu equipamento ao longo da aventura.
Neste ponto, também comecei a explorar o sistema de talentos, disponível a partir do level 5. A customização do personagem realmente começa a fazer diferença aqui, e você sente seu personagem ficando progressivamente mais forte e único.

O Primeiro Desafio Real: A Quest da Bruxa
Entre os níveis 10 e 13, você encontrará a quest da bruxa - e aqui as coisas ficam sérias. Esta é praticamente a primeira missão onde você pode realmente morrer. O desafio consiste em eliminar grupos de inimigos que se curam mutuamente, derrotar os líderes de cada grupo e coletar seus cérebros. Se você estiver jogando solo e sem equipamento adequado, prepare-se para algumas mortes frustantes.
Este momento marca uma mudança importante no jogo: a partir daqui, você PRECISA ter seu personagem minimamente equipado. Não dá mais para ignorar upgrades e mecânicas de progressão.
Mary Jane e a Segunda Cadeia de Quests
Após Big Mama, conhecemos Mary Jane, que inicia a segunda grande cadeia de missões principais. Infelizmente, esta fase não mantém a mesma qualidade da anterior. Enquanto a primeira zona era compacta e bem estruturada, a segunda se transforma em uma maratona de caminhadas pelo mapa. É literalmente andar, andar e andar mais um pouco.
Esta fase pode testar sua paciência, especialmente quando você está procurando por aquela maldita chave inglesa que simplesmente não aparece na mesa (sério, alguém mais teve esse problema?). Mas resistindo a essa fase de “delivery simulator”, você chegará ao level 15, já bem próximo do objetivo final.
A Troca de Personagem e os Níveis Finais
Durante minha jornada, tomei uma decisão importante: troquei meu Infiltrator por um Ranger. Embora tenha causado um pequeno reset na progressão, essa mudança se provou valiosa mais adiante, especialmente quando chegou a hora de enfrentar conteúdo mais desafiador.
Os níveis entre 15 e 17 foram basicamente mais corridas e quests de entrega. Não vou mentir, essa fase é um pouco monótona. Mas foi durante essa progressão que surgiu uma ideia: e se tentássemos desafiar bosses de level 20 enquanto ainda estávamos em níveis mais baixos?
O Experimento dos Bosses: Vale a Pena?
Aqui está uma das partes mais importantes deste relato: NÃO façam bosses antes do level máximo se estiverem procurando eficiência. Tentamos um boss de level 20 quando estávamos entre os níveis 16 e 17, e foi uma experiência reveladora.
Nossa primeira tentativa foi um desastre completo - nem vale a pena mencionar. Na segunda, conseguimos levar o boss até 95% de vida, quando tudo parecia estar indo bem. O problema? Tempo. Simplesmente não tínhamos DPS suficiente para matá-lo antes que as mecânicas nos sobrepujassem, e morremos com o boss a apenas 5% de vida.
Após ajustes no equipamento e na composição do grupo, finalmente conseguimos derrotá-lo. Mas a recompensa foi… decepcionante. Uma chave, algumas moedas e pouco mais. O investimento de tempo, recursos e coordenação simplesmente não compensa o retorno.
A Importância da Composição de Grupo
Uma lição crucial que aprendi: Rangers são praticamente obrigatórios para conteúdo de grupo desafiante neste nível. Sem pelo menos um Ranger (idealmente dois) no grupo, você simplesmente não terá o DPS necessário para completar encontros mais difíceis dentro do tempo limite.
Tentamos outro boss, o do cervo, com uma composição diferente e sem dois Rangers. Resultado? Fomos completamente destruídos. A classe realmente faz diferença neste tipo de conteúdo, e isso pode ser frustrante para quem escolheu outras opções.
Chegando ao Level 20
Finalmente, após 7 dias de jornada, alcancei o level 20. Tecnicamente foi 19 com 95% de experiência, mas vamos contar como 20 para efeitos dessa história. A sensação de conquista é real, mas também vem acompanhada da percepção de que esta é apenas a primeira fase do jogo.
Durante toda essa jornada, algumas lições ficaram claras:
- Coleta de recursos é fundamental desde o início
- Explorar todas as casas que encontrar pode render receitas valiosas que se convertem em ótima fonte de renda
- A máquina de síntese é complexa, mas essencial
- Nem todo conteúdo de level alto vale a pena fazer antes do tempo
- Composição de grupo importa muito mais do que você imagina
- Paciência é uma virtude, especialmente durante a segunda cadeia de quests
Reflexões Finais
Corepunk oferece uma experiência de nivelamento que mistura elementos familiares de MMORPGs com suas próprias peculiaridades. Há momentos de diversão genuína, especialmente na primeira zona e nas interações com os NPCs principais. Por outro lado, também há fases que testam sua paciência com quests repetitivas e caminhadas longas.
O jogo ainda apresenta bugs ocasionais e algumas mecânicas que precisam de melhor explicação para novos jogadores. A máquina de síntese, por exemplo, merece um tutorial mais detalhado dentro do próprio jogo.
Para quem está pensando em começar ou retornar em 25 de junho, meu conselho é: aproveite a jornada, não tenha pressa para fazer conteúdo de alto nível antes do tempo, e não subestime a importância de um bom equipamento e composição de grupo. O verdadeiro conteúdo do jogo começa após o level 20, com todo o endgame esperando para ser explorado.
Esta foi apenas a primeira fase da aventura em Corepunk, e mal posso esperar para ver o que vem a seguir. Se você está se preparando para entrar neste mundo, espero que este relato te ajude a ter uma ideia mais clara do que esperar. Nos vemos em Corepunk!